quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

São Francisco de Assis: padroeiro do presépio

O dia 24 de dezembro de 1223 é uma data fundamental. Dezesseis anos depois de Inocente III ter proibido a realização de dramas litúrgicos nas Igrejas, Francisco de Assis partiu para Greccio com o seu companheiro inseparável, o frei Leão, para conquistar o povo dessa região inóspita.



Lá permaneceu por amor evangélico. E pediu a Honório III uma dispensa da proibição. Descobriu uma gruta nos bosques montanhosos, a poucos metros da sua cabana espartana, que lhe pareceu o sítio ideal para fazer reviver a Belém do Redentor. Foi nisto ajudado por Giovanni Vellita, o magnânimo senhor da região, que lhe forneceu a manjedoura, o feno e os animais.


Na noite de Natal o som dos sinos convocaram todos habitantes de Greccio à gruta. Vieram a pé, montados em burros ou cavalos, tão ignorantes do que iriam ver como os primitivos pastores. Na gruta, entre os animais, o cardeal Ugolino, Conde de Segni, celebrou a missa perante a multidão silenciosa que ali se reunira. Francisco falou então aos fiéis.
Dois anos mais tarde Francisco de Assis morreu e durante esses anos o episódio não se repetiu. Embora possa ser exagerado considerar a noite de Greccio - mística e única - como a primeira noite do presépio, é certamente legítimo considerá-la como o início do fenômeno extraordinário da difusão do culto da Natividade, um culto expresso por meio de representações.
Os frades franciscanos imitaram o seu fundador nas igrejas e conventos abertos por toda a Europa. Eles foram os verdadeiros pioneiros do Presépio - antes dos dominicanos e dos jesuítas. Desde 1986, São Francisco de Assis é considerado o patrono universal do presépio. Nunca uma escolha foi mais unânime.

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